A EVOLUÇÃO DA CLASSE MÉDIA E O SEU IMPACTO NO VAREJO

Diagnósticos e tendências

Em 2015 o País terá 200 milhões de habitantes. Como estarão distribuídos os consumidores?  Por classe de renda? Onde estarão?

Em 2020, o Brasil enfrentará dois desafios inéditos: terá o maior número de idosos aposentados da sua história e precisará, ao mesmo tempo, criar vagas de trabalho para os jovens entre 10 e 15 anos de hoje, que estarão entrando no mercado de trabalho. Como a economia responderá a esses desafios?

compras A Fecomércio – SP divulgou estudo que aborda o comportamento do consumo das famílias brasileiras. O estudo revela as demandas dos últimos anos, e as causas que provocam a sustentação ao ciclo de crescimento da demanda familiar, que reside nas fortes mudanças da estrutura socioeconômica das ultimas décadas.

Estas demandas têm suas raízes nas conquistas da estabilidade de preços, que tiveram seu inicio nos anos 1990, período de inflação em que a concentração de rendo no País era latente. O estudo se norteia na Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2009 (POF 2009) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), primeira realizada pós a (POF de 2003), que permite confrontar dados não explorados devidamente. Identifica também o potencial de riscos para o varejo, face às mudanças macroeconômicas projetadas, e traça um mapa de maneira clara da evolução da renda, mobilidade social e as tendências de varejo, e revela um novo consumidor do século XXI.

Como deve ser o comportamento demográfico a partir de agora? A distribuição de renda ocorrida entre 2003 e 2009, captada pela POF do IBGE, tende a se repetir?

O País agregou milhões de famílias à classe média na última década, que hoje é composta por mais de 30 milhões de famílias. Essa classe média pode ser considerada padrão de consumidor e de comportamento para os próximos anos?

Em 2015, o consumo familiar será de pouco mais de R$ 2,82 trilhões, o que representa em torno de 63% do Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 4,45 trilhões projetados para o período. Com uma população superior aos 200 milhões de habitantes, o Brasil terá na classe C a força de sustentação de sua economia, que deverá atingir R$ 1,46 trilhão de consumo familiar em 2015, representando mais que a soma do consumo das famílias das classes A e B.

O Brasil em 2020 será um dos maiores mercados consumidores e uma das maiores economias globais. O consumidor brasileiro, que já evoluiu do consumo básico para um patamar mais sofisticado, vai demandar cada vez mais serviços e produtos de alta qualidade. Para 2020, a estimativa é que o Brasil tenha um PIB de R$ 5,41 trilhões, um aumento de 40% em relação à previsão para 2011. No mesmo ano, o consumo das famílias no Brasil irá atingir R$ 3,53 trilhões, o que representará pouco mais de 65% do PIB. A tendência do Brasil é subir na escala e crescer mais que a média mundial.

O comércio varejista é um dos setores mais privilegiados com a mudança dos padrões sociais da população brasileira. De 2004 a 2010, a taxa média de crescimento do comércio varejista no Brasil foi de 9% ao ano, proporcionando um aumento real das vendas no período de 82%. Ou seja, em sete anos o comércio varejista quase dobrou de tamanho.

cartões de créditoCom vistas a atender a esse novo consumidor, verifica-se um movimento de segmentação do mercado, em que a proliferação de lojas especializadas tornou-se cada vez mais clara. A oferta de produtos e serviços destinados a esse público, bem como as formas de pagamento, são essenciais para conseguir sobreviver neste mercado. Adicionalmente, o acesso ao comércio eletrônico por parte da classe média passou a balizar a oferta de bens e serviços no comércio. Tal processo se deu pela massificação do acesso à tecnologia, com a redução de preços dos equipamentos e do aumento de renda da população.

No que tange ao comércio eletrônico, o crescimento supera uma taxa de mais de 20% ao ano, observa-se que a classe média utiliza-se deste meio para pesquisar a qualidade e a especificação dos produtos e serviços ofertados, bem como a opinião de outros consumidores sobre as lojas virtuais ou físicas, além de efetuar as suas compras. Caso a empresa não corresponda às suas exigências, tal consumidor procura outra ou faz suas compras em outros sites fora do País. A importância do aspecto do comércio eletrônico é tanta que, hoje em dia, é quase impossível pensar numa empresa varejista fora deste mercado. A tendência é de que as lojas físicas sofistiquem-se cada vez mais para atrair este novo consumidor, alternando a forma de oferecer os seus produtos e serviços e aproveitando-se, inclusive, dos sites de compras coletivas para vender e tornar a sua marca conhecida no mercado.

Projeções macroeconômicas 2015 e 2020 – Período em que o Brasil terá ultrapassado a barreira dos 200 milhões de habitantes

Como se pode perceber, as mudanças no perfil de consumo devem ser consideradas pelas empresas nos dias atuais, uma vez que a fidelização tornou–se mais difícil, ainda mais quando se leva em conta a acirrada concorrência. O País tem um dos maiores mercados consumidores do mundo, tendendo a melhorar a distribuição da renda e aumentar o consumo por alguns anos. Com base nisso, é quase inevitável que todos os empreendedores precisem se valer da informatização e do comércio virtual para sobreviver.

Enfim, é preciso que, em uma economia em pleno crescimento, com um público consumidor disposto a comprar, os empresários modernizem o seu negócio e capacitem os seus funcionários para que ofereçam atendimento de qualidade. O perfil do atendimento vai além do simplesmente atender. É preciso que a pessoa posicionada na linha de frente ofereça o produto mais adequado àquele consumidor, conhecendo, inclusive, as especificações e utilidades do que se está oferecendo. Com um atendimento personalizado, certamente a empresa varejista conquistará um novo e exclusivo cliente.

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Certamente o Brasil estará ao final dessa década entre as nações com o maior volume de fluxo de dados via internet, smartphones e com uma grande cobertura de serviços de telefonia e televisão via cabo e fibras óticas. Esse comportamento conectivo é inexorável, bem como a necessidade de nos prepararmos para atender a esse novo consumidor de bens, serviços e turismo. É este o mercado, o cenário que antecipamos para quem deseja compreender e antever mudanças nesta década, que certamente não serão menos importantes do que as das décadas anteriores.

Fonte> FECOMÉRCIO – IBGE

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